Pai e Mãe: seres de outro planeta?!




Roubei este texto do blog da minha mãe - http://www.almanaquedaalma.com - ela vive me perguntando se será uma mãe adequada e se saberá me educar... achei que ela deveria reler o texto que ela própria criou! (BERNARDO)
-------------------------------------------------------------------------------

Não compreendo como, numa época em que as livrarias estão abarrotadas de livros que ensinam como dar limites aos filhos, como dizer não, como fazê-los dormir em seus berços, como tirar a fralda, como retomar a vida conjugal após o nascimento dos filhos, como não se sentir culpado com a falta de tempo para a família, entre centenas de milhares de títulos, os pais nunca estiveram tão perdidos e confusos.

Sei que a globalização, a violência, a lei do divórcio e diversos outros fatores acabaram por influenciar a reorganização das famílias. Ok, mas isto era esperado. Basta lermos qualquer livro de história para compreendermos que as reestruturações são cíclicas e que sempre nos atrapalhamos um pouquinho com as mudanças e readaptações. Mas isto tudo não explica a paralisia em que se encontram os pais pós-modernos. Eles simplesmente são sabem para onde correr...

Ainda não sou mãe, nem sou suficientemente louca para atirar pedra na cruz... mas acho isso tudo um absurdo. Penso que, como ocorre em todos os setores, busca-se a terceirização. Hoje em dia não precisamos dominar tudo de tudo, podemos ser super especialistas em uma área e pagar para que alguém compreenda ou faça por nós aquilo que não queremos ou sabemos fazer. E isto ocorre também no setor parental.

Pais de todo o mundo, principalmente os brasileiros, esqueceram-se de sua responsabilidade maior sobre seus filhos: educá-los. Por educação devemos compreender o conjunto de valores e ferramentas necessários para a sobrevivência física, psicológica e social dos filhos, num mundo tão complexo como o de hoje. Os filhos, atualmente, saem como pintinhos, bicando todo o tipo de terreno, em busca de grãos que os nutram para uma vida mais sadia. Aqueles que têm sorte sobrevivem sadios, encontrando bons parâmetros que servem de modelos para a vida adulta. Os menos afortunados, talvez a grande maioria, bem... você deve imaginar... estão por aí tropeçando no desconhecimento, na imoralidade e na falta dos valores que lhes foram negados. Isto tudo, porém, não tem ligação com classe sócio-econômica... parentalidade não se compra, desenvolve-se.

Simplificadamente, acredito que falta o bom senso... Bom senso, este, que norteou por anos e anos a nossa conduta. Nem tudo precisa vir com manual ou com um protocolo que embase nossa ações, podemos arriscar, criar e agir utilizando nossas vivências e nossa concepção de certo/errado. Pais e mães, arrisquem-se mais! Atuem! Envolvam-se com os seus filhos e tentem compreender as suas necessidades... Certamente é mais nobre errar agindo do que se omitir e negligenciar seus filhos.

Respeite o seu bebê... respeite as PESSOAS!


Ontem a minha mãe estava pensando em como me explicar o que é RESPEITO... e ela me disse que era difícil me dar exemplos, porque é uma coisa que quase não se vê hoje em dia!
Respeito, me disse a minha mãe, é a atitude de reconhecermos a existência dos outros como indivíduos, como seres humanos únicos e singulares.
Todas as pessoas têm o direito de pensar e agir livremente, desde que, com as suas atitudes, não estejam ferindo e desrespeitando a individualidade dos outros.
Parece que a regra para a prática do respeito é simples... então, por quê a minha mãe pensa que isto quase não existe?
Dentre o montão de coisas que a minha mãe lê (coisas importantíssimas, coisas acadêmicas e montes de bobajadas que ela adora!) ela comprou dois livros muito legais: A ENCANTADORA DE BEBÊS E OS SEGREDOS DA ENCANTADORA DE BEBÊS. Ontem mesmo, quando ela estava tentando pensar sobre o tal respeito, ela leu um trecho muito legal que falava sobre respeito para com os bebês...
-"Como assim?!", Perguntei... os bebês, tão pequeninos, já são indivíduos? Já têm direito a sua opinião?
SIM e SIM! Disse a minha mãe. Os bebês são gente e merecem ser repeitados e compreendidos como tal, bem como NECESSITAM de um espaço individual no qual possam se desenvolver e se expressar livremente (desde que não se coloquem em risco ou que invadam o espaço individual dos outros).
Minha mãe pensa (assim como a ENCANTADORA DE BEBÊS) que este tipo de prática começa cedo... já no 1º dia de vida. Uma dica bem legal que o livro taz é imaginarmos um círculo invisível ao redor do bebê. O espaço dentro deste círculo pertence ao bebê e, cada vez que precisarmos entrar no círculo, devemos "pedir permissão" ou comunicar ao bebê o que está sendo feito. Ex: "Mamãe vai pegar o Bernardo para trocar a fralda suja"... desta forma, os bebês compreendem que podem e devem lutar pelo seu espaço desde cedo, da mesma forma que devem compreender o espaço dos outros e SEMPRE precisarão pedir licença antes de ultrapassarem as fronteiras da individualidade do outro... inclusive em relação ao espaços dos seus pais!

Agora a minha mãe me deixou confuso!!! Será que as mamães, com tanto trabalho e dedicação aos seus bebês, também têm o deireito de reivindicarem o espaço individual dentro do seu próprio círculo?

-Bernardo-

De olho no mundo


Sou um pequeno bebezinho e chegarei ao mundo no mês de dezembro de 2010... moro dentro da barriga da minha mãe, que é uma pessoa meio "doidinha" que vive questionando os porquês da vida e tentando decifrar os enigmas da humanidade.
Minha mãe adora conviver com pessoas e passa o tempo todo tentando entendê-las e bucando compreender a si própria... será que um dia ela conseguirá?
Com esta história do meu nascimento, minha mãe ficou mais inquieta ainda... ela pensa que, se não compreender e decodificar o mundo e a vida humana, ela não conseguirá me passar os valores e os ensinamentos que serão fundamentais para a minha sobrevivência e para a boa convivência com os outros.
Desde que ela se deu conta da tarefa complexa que a aguarda, ela passou a olhar o mundo com os meus olhos... passou a questionar mais e mais as coisas, como se ela estivesse vendo tudo pela primeira vez!
Desta forma, através da minha luneta mágica, minha mãe pretende olhar para a vida; pretende questionar as coisas mais sérias e complexas do planeta e, também, buscará prestigiar as ameninades e trivialidades que fazem parte do dia-a-dia...
Acho que se ela não fosse tão doidinha e tão curiosa, não seria a minha mãe!!!

PEGUE A SUA LUNETA!

-Bernardo-